sobre o tamanho da internet...
Created by Online Education
Durante a primeira edição do Intel Connecting ,que ocorreu ontem aqui em Sampa, a empresa montou um pequeno showcase com diversos exemplos de produtos pensados literalmente fora da caixa (do desktop). Para mim, um dos mais interessantes foi o Projetor ProInfo — um projetor multimídia especialmente voltado para uso em escolas públicas e o mais legal: ele já vem com computador integrado e foi totalmente desenvolvido no Brasil (uia!)
O projetor nasceu dentro do MEC/SEED (alguns dizem da própria cabeça do ministro) que teve a idéia de criar um projetor multimídia para uso em salas escolares que fosse de uso simples, prático e acessível (não custar mais do que R$ 2 mil por unidade) e que dispensasse o uso de computador.
Esse conceito foi patenteado pelo governo e a proposta foi levada para o pessoal do Centro de Convergência Digital (CCD) da Fundação Certi da UFSC, que desenvolveu diversos protótipos até chegar na versão abaixo:
Trata-se de um projetor LCD de 2.000 ANSI lumens já equipado com teclado, leitor de CD/DVD, duas portas USB e um mini-mouse que fica guardado dentro de um curioso compartimento dentro do próprio aparelho. Segundo Marcelo Otte, gerente do CCD, optou-se pelo uso da tecnologia LCD porque ela é mais adequada para projetar grandes imagens de boa qualidade mesmo em ambientes bem iluminados, o que ainda não é possível de fazer com a tecnologia LED teoricamente mais compacta e durável.
A beleza desse projeto está nos pequenos detalhes. Por exemplo: ele foi feito para ser montado até sobre uma carteira direcionada para a lousa o mesmo para uma parede branca. O professor pode ficar ao lado do aparelho, permitindo assim que ele possa ficar de olho tanto na tela quanto na classe. Tanto a tomada quanto a porta de rede ficam na frente do projetor - já que a tomada fica normalmente posicionada na frente da classe. Note que o exaustor de ar também fica na frente, impedindo assim que algum aluno sentado atrás do equipamento fique quentinho.
Caso a escola não conte com porta de rede na sala de aula, o projetor dispõe de uma inteface Wi-Fi com anteninha dobrável e tudo:
O que parecem ser dois bocais de foguete são na realidade, dois alto-falantes estéreo de 5 watts RMS por canal — potência notável se levarmos em consideração que os falantes de projetores de mercado mal ultrapassam 1 watt por canal. Eles são montados na parte de trás (em direção da classe) e que também podem ser usados pelo professor como amplificador de áudio para professores darem aulas sem forçar a voz, ou mesmo usado em atividades extracurriculares como reuniões no pátio ou animar a festa da escola. Note o controle de volume localizado na parte de fora do aparelho, o que facilita o seu uso.
Uma das grandes sacadas desse produto é que ela utiliza uma placa-mãe genérica de mercado — uma Intel D945GCLF2 mini-ITX — que começou a ser produzindo recentemente por aqui pela Digitron. Trata-se de uma solução do tipo tudo-em-um já equipada como um processador dual core Atom 33o de 1,6 GHz e 1 GB de RAM, porta de rede Gigabit Ethernet e conexão Wi-Fi, provavelmente instalada na sua porta PCI.
Seguindo a política do governo, o sistema operacional usado no projetor ProInfo é uma versão do Ubuntu especialmente modificada pelo pessoal do CCD a máxima facilidade de uso. Por exemplo, o professor pode plugar um memory key com uma apresentação ou inserir uma mídia em CD/DVD no aparelho, ligá-lo e o sistema identifica a presença do conteúdo e bota pra tocá-lo. Se o projetor tiver uma conexão com a Internet é possível acessar conteúdo remoto ou mesmo navegar pela web. O sistema também conta com um programa que monitora as condições do equipamento e seu uso, enviando essas informações para uma central de controle.
Como esse produto foi patenteado pelo MEC, a idéia é que seu projeto possa ser cedido para qualquer empresa interessada em fabricá-lo em escala industrial para uso educacional. Segundo o pessoal do CCD, esse produto já foi apresentado para diversos fabricantes locais e internacionais, já que a intenção do ministério é de abrir uma grande licitação pública em 2010 para a compra desse projetor para ser distribuído nas escolas públicas.
Já existem 400 protótipos em testes em diversas escolas de todo País que estão sendo monitorados remotamente pelo CCD via Internet.
Vamos Blogar com liberdade !
A aliança do atraso atua também na Espanha para tentar barrar as mudanças que as redes interconectadas produzem na vida contemporânea.
Por lá, diferentemente de em outros países da velha Europa (alguém ainda acredita nesse continente?), eles estão sendo mais sutis. Traficaram para dentro de um anteprojeto de Lei de Economia Sustentável artigos que afetam a liberdade de expressão e cerceiam o acesso à informação e a cultura.
Por conta disso, jornalistas, blogueiros, usuários, artistas, ativistas e profissionais de mídias sociais se uniram e lançaram um manifesto.
No sétimo parágrafo do manifesto, afirmam: "Internet deve funcionar de forma livre e sem interferências políticas supervisionadas por setores que pretendem perpetuar obsoletos modelos de negócio e impossibilitar que o saber humano siga sendo livre". É isso aí.
No meu twitter (@rodrigosavazoni), repassei alguns nomes que podem ser acompanhados, no sentido de nos solidarizarmos com a luta de nuestros hermanos espanhóis, em particular liderados pelos catalães, da bela Barcelona, berço do anarquismo, do internacionalismo e da resistência à ditadura, desde Franco. Sigam: @candeira, @jldevicente, @copondorado.
Leia O Manifesto em Defesa dos Direitos Fundamentais da Internet (em espanhol)
Manifiesto en defensa de los derechos fundamentales en Internet
Ante la inclusión en el Anteproyecto de Ley de Economía sostenible de modificaciones legislativas que afectan al libre ejercicio de las libertades de expresión, información y el derecho de acceso a la cultura a través de Internet, los periodistas, bloggers, usuarios, profesionales y creadores de internet manifestamos nuestra firme oposición al proyecto, y declaramos que…
1.- Los derechos de autor no pueden situarse por encima de los derechos fundamentales de los ciudadanos, como el derecho a la privacidad, a la seguridad, a la presunción de inocencia, a la tutela judicial efectiva y a la libertad de expresión.
2.- La suspensión de derechos fundamentales es y debe seguir siendo competencia exclusiva del poder judicial. Ni un cierre sin sentencia. Este anteproyecto, en contra de lo establecido en el artículo 20.5 de la Constitución, pone en manos de un órgano no judicial -un organismo dependiente del ministerio de Cultura-, la potestad de impedir a los ciudadanos españoles el acceso a cualquier página web.
3.- La nueva legislación creará inseguridad jurídica en todo el sector tecnológico español, perjudicando uno de los pocos campos de desarrollo y futuro de nuestra economía, entorpeciendo la creación de empresas, introduciendo trabas a la libre competencia y ralentizando su proyección internacional.
4.- La nueva legislación propuesta amenaza a los nuevos creadores y entorpece la creación cultural. Con Internet y los sucesivos avances tecnológicos se ha democratizado extraordinariamente la creación y emisión de contenidos de todo tipo, que ya no provienen prevalentemente de las industrias culturales tradicionales, sino de multitud de fuentes diferentes.
5.- Los autores, como todos los trabajadores, tienen derecho a vivir de su trabajo con nuevas ideas creativas, modelos de negocio y actividades asociadas a sus creaciones. Intentar sostener con cambios legislativos a una industria obsoleta que no sabe adaptarse a este nuevo entorno no es ni justo ni realista. Si su modelo de negocio se basaba en el control de las copias de las obras y en Internet no es posible sin vulnerar derechos fundamentales, deberían buscar otro modelo.
6.- Consideramos que las industrias culturales necesitan para sobrevivir alternativas modernas, eficaces, creíbles y asequibles y que se adecuen a los nuevos usos sociales, en lugar de limitaciones tan desproporcionadas como ineficaces para el fin que dicen perseguir.
7.- Internet debe funcionar de forma libre y sin interferencias políticas auspiciadas por sectores que pretenden perpetuar obsoletos modelos de negocio e imposibilitar que el saber humano siga siendo libre.
8.- Exigimos que el Gobierno garantice por ley la neutralidad de la Red en España ante cualquier presión que pueda producirse, como marco para el desarrollo de una economía sostenible y realista de cara al futuro.
9.- Proponemos una verdadera reforma del derecho de propiedad intelectual orientada a su fin: devolver a la sociedad el conocimiento, promover el dominio público y limitar los abusos de las entidades gestoras.
10.- En democracia las leyes y sus modificaciones deben aprobarse tras el oportuno debate público y habiendo consultado previamente a todas las partes implicadas. No es de recibo que se realicen cambios legislativos que afectan a derechos fundamentales en una ley no orgánica y que versa sobre otra materia.
Nota: este manifiesto es obra de varios autores, y propiedad del común. Cópialo, publícalo, pásalo según desees.
Faz algum tempo que dei uma entrevista para a jornalista que cuidava da divulgação de um evento sobre tecnologia educacional. Infelizmente nada do que escrevi em resposta às perguntas que a moça me fez por escrito foi aproveitado. Eu não disse nada que pudesse dar manchete ou alimentar chamadas na direção das expectativas populares quanto a novas tecnologias. Essa é uma das dificuldades de conversa com quem só pensa em notícia, em vez de valorizar informação.
Numa das respostas, exemplifiquei meu modo de pensar com um longo comentário sobre uso de blogs em educação. Minha fala repete algumas coisas que já disse aqui no Boteco. Mas, há nela alguns aspectos novos. Para que minha proposta de conversa não se perca, e para obter feeback de alguns leitores que queiram prosear, aqui vai o que disse na ocasião:
[...]Pelo que escrevi até agora, a primeira pergunta não deveria ser uma indagação sobre imaginação pedagógica. Essa não é a questão central em usos das novas tecnologias da informação e comunicação em educação. O que está em jogo é uma compreensão do que é tecnologia educacional. Em conversas com meus alunos, tenho insistido numa definição enganosamente simples, a fórmula TC=F+I. Ou seja, Tecnologia Educacional (TC) é o resultado de uma fusão das ferramentas (F) com a imaginação (I). Simples uso de ferramentas não é tecnologia educacional. Em outras palavras, tecnologia educacional é conhecimento, não máquinas e equipamentos.
Temo que essa crítica ao deslumbramento satisfeito, que acha que materiais bem arrumados na Web, atividades de educação à distância, softwares de multimídia etc. são avanço tecnológico significativo, seja ignorada. Ela não é óbvia, evidente. A convicção generalizada é a de que simples usos dos equipamentos é tecnologia. A imaginação é uma insigne ausente no caso.
Deixe-me apresentar um pequeno exemplo. Num trabalho de uso de blogs em educação, percebi que muitas pessoas simplesmente transcrevem textos didáticos para os posts. O resultado é uma obra sem agilidade, sem atração, sem a marca de conversação que caracteriza os weblogs.
Blogs são sobretudo espaços de encontro para a negociação de significados. Para que tal característica exista, é preciso que os textos possuam certas virtudes literárias. Mas não é só isso. Blogs são instrumentos numa rede de informação e comunicação. Por isso os textos precisam ser escritos com hiperlinks que bem aproveitem as informações disponíveis na Web. Mas isso não pode ser feito apenas "tecnicamente". Usar hiperlinks é atividade que supõe construção de textos com possibilidades de leituras em camadas. Por isso é preciso produzir textos que dêem ao leitor possibilidades de explorar o ambiente informativo da Web (tal circunstância muda muito como escrever; produzir textos para serem colocados numa tela e, além disso, ligados a muitos outros textos ao alcance de uma clicada muda muito (ou deveria) o ato de escrever).
Exige-se aqui um discurso diferente daquele produzido em papel. E mais, o autor precisa construir um texto integrado com possíveis imagens. Outra coisa, comunicações em blogs são convites para uma conversa; o autor, portanto, precisa pensar em iniciar algo que terá desdobramentos nos comentários feitos por outros. Os comentários, no geral difíceis de prever quanto a conteúdo, ênfases, estilos etc, farão parte de uma obra que sempre poderá ser revista, alterada, enriquecida pelo autor e pelos leitores. As ferramentas disponíveis possibilitam todas as coisas que mencionei aqui, mas concretizá-las depende de talento do autor ou autores.
Acrescento mais algumas considerações sobre os blogs. Aparentemente essa ferramenta é um local onde autores podem publicar textos na forma de diários. Por isso, muitos educadores vêem os blogs como um bom instrumento para desenvolver capacidades de redação. Mas a idéia é muito limitada.
Blogs são sobretudo um ponto de encontro, um espaço público de conversação. Assim, a melhor metáfora para os blogs não são os diários. É mais adequado pensar os blogs como locais onde as pessoas podem dizer a própria palavra. Eles, assim, podem ser comparados com a praça pública ("a praça é do povo") ou com a velha ágora grega, o local público onde os cidadãos se encontravam para exercer a democracia direta por meio da palavra e do voto. Outra possibilidade: os blogs se assemelham aos velhos cafés parisienses do século XIX, espaços públicos importantes onde a conversa era livre. Indo mais longe: blogs são como botecos, onde a conversa corre solta e onde qualquer assunto é bem vindo. A escrita, posts e comentários, os links, as imagens são apenas aparências que encobrem a realidade mais profunda dos blogs, um espaço virtual de encontros humanos.
Todas essas idéias sobre os blogs são frutos de criações que foram se desenvolvendo no tempo. Hoje, educadores que queiram utilizar blogs em seu ofício precisam saber que a ferramenta gerou um modo de comunicação inicialmente inesperado. As aparências enganam…
via GR
Quando proponho trabalho com blogs para meus alunos, uma pergunta sempre aparece: blogar pra que? A resposta não é simples. A resposta, no caso, precisa fornecer argumentos que mostrem vantagens e usos muito mais consistentes que entusiasmos com a ferramenta.
A questão foi abordada num dos blogs que este Boteco relaciona como referência, o ambiente da Lilia Efimova. Num de seus posts, a autora faz um apanhado que vou traduzir livremente e adaptar para conhecimento dos fregueses desta casa. Aqui está minha versão de escrito no qual Lilia mostra vantagens do blogar para gente que anda investigando um assunto qualquer e pretende compartilhar suas descobertas com uma comunidade de interesse.
O texto tem mais outros molhos interessantes. Mas, não vou comentá-los. Convido o amável leitor a dar uma olhada nas opiniões da Lilia, um tanto quando modificadas por minha tradução e adaptação.
Uma das coisas que assusta pessoas que não blogam é o tempo. Num mundo com tantos compromissos, blogar parece ser mais um deles. E é certo, é preciso tempo para:
- Familiarizar-se com as ferramentas.
- Construir uma rede.
- Estabelecer relações com outros conversantes.
- Ganhar credibilidade.
- Encontrar e acompanhar fontes confiáveis.
Essa lista aplica-se a muitas outras dimensões da vida profissional. Entrar numa rede de conversação, com ou sem Internet, é atividade exigente. O mundo não nos procurará se não formos ativos. E blogar é uma versão de atividades necessárias se quisermos ter voz em comunidades de interesse que nos interessam. Não é uma atividade adicional, mas uma solução de integração profissional num ambiente de informação sem barreiras geográficas. Ainda não relacionei razões do pra que blogar. É hora de fazer isso, seguindo os caminhos sugeridos por Lilia;
Uso de blogs tem a ver com;
- Consciência profissional
- A leitura de blogs, em vez de leitura de listas e emprego de ferramentas de busca, pode proporcionar atualização em áreas de interesse.
- Isso pode economizar tempo sempre que encontramos algo que já está pronto ou em processo.
- Isso nos coloca num grupo de pesquisa – muitas vezes saberemos a quem recorrer para informação específica ou conselho.
- A leitura de blogs é um modo barato de estabelecer contato com outros (desde que sejam blogueiros).
- A publicação de blog expõe nosso trabalho e conhecimento, circunstância que facilitará o estabelecimento de contatos.
- Os papos que rolam em blogs nos permitem obter respostas rápidas sem sermos demasiadamente entrões.
- A prosa que acontece no pedaço gera desenvolvimento de idéias numa comunidade (na verdade em muitas comunidades).
- Com alguma imaginação, publicações em blogs nos permitem recolher, interpretar e apresentar dados pois:
- Ler outros blogs e ser um blogueiro nos ajudam a instrumentar a busca de dados.
- Blogar é um bom meio para obter feedback sobre modos de apresentação de dados de pesquisa.
- O blog pode funcionar como um caderno de pesquisa, onde:
- Se registram notas de leitura, de pesquisa, de progresso da pesquisa, idéias, publicações.
- São organizadas notas sobre temas para recuperação posterior e que podem apoiar o pensamento.
- A ferramenta pode ajudar na escrita:
- Permitindo notas preliminares [ space to start writing ] que auxiliam a começar pequeno tendo em vista textos parrudos (papers ou teses de doutorado)
- Fornecendo espaço para começar mais cedo (or urgent ) e obter feedback sobre o texto.
- O blog pode fornecer apoio emocional [emotional support] em aventuras investigativas
- Trabalhos de pesquisa relacionados com o que fazemos.
- Enredamento (um termo para sintetizar o "estar numa rede mundial de informações e interesses comuns").
- Conversações
Pesquisa
via Fátima Campilho
via Fátima Campilho
Bookmark: http://lifehacker.com/5395555/browser-speed-tests-the-windows-7-results
Suzana Gutierrez's notes: Firefox 3.6 Beta 1, like every other browser, makes a claim to being "faster." We took Firefox and all the other latest browsers, put them on Windows 7, and ran them through our human-measured speed tests to vet the bragging.
We've done a good number of these tests now, and the methodology remains much the same here—testing how long it takes for browsers to start up and load pages, and how much memory is eaten up, from a user's perspective. We don't use a fancy multi-protocol benchmarking suite, mostly because each suite is subjective to a developers' preferences and recording errors.
You can find more of Suzana Gutierrez's bookmarks at
- http://delicious.com/suzzinha
---------------------------------
Delivered by Delicious.com
The tastiest bookmarks on the web