sábado, dezembro 12, 2009

sobre o tamanho da internet...

A Day in the Internet
Created by Online Education

sexta-feira, dezembro 11, 2009

Google Wave - Tutorial e Apresentação em Português

 
 

Sent to you by Suzana Gutierrez via Google Reader:

 
 

via Letra Viva do Roig by José Antonio Klaes Roig on 11/12/09


Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=S3rdtntIOCE

Vídeo acima, breve apresentação do Google Wave, "que promete revolucionar a forma de comunicação na web, com várias funcionalidades, reunindo a um só tempo chat , compartilhamento de arquivos e edição de documentos, tudo em tempo real. Eu já recebi o convite , mas ainda estou estudando a ferramenta. É muita coisa para assimilar ao mesmo tempo, mas enfim, é preciso 'pegar a onda', escreveu Marli Fiorentin em seu blog.
A coleg'amiga Marli Dagnese Fiorentin, de Nova Bassano, Rio Grande do Sul, Brasil, é editora de diversos blogs educacionais e literários, dentre eles o blog Blogosfera Marli; professora da rede pública estadual do RS, vencedora do Prêmio Microsoft Educadores Inovadores 2008, com o projeto Voo BPF, que pode ser conhecido em seu blog principal, em que proporcionou a interação, via mundo digital de educadores e educandos do Brasil, Portugal e França.
Tive o privilégio de conhecer Marli, rapidamente, durante a 9ª WCCE - Conferência Mundial sobre Computadores na Educação, em Bento Gonçalves - RS - Brasil, em julho/2009.

O vídeo acima, foi produzido por Afonso, estudante de computação da Universidade Estácio de Sá, do Rio de Janeiro - RJ, Brasil.

Abaixo, vídeo original da apresentação do Google Wave (em inglês, mas com legendas em português):

Google Wave - Visão Geral do Produto - Stephanie Hannon, Torsten Nelson


Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=5xZgm7AzgLM

Eu vibro muito quando vejo esse novos recursos propondo uma cada vez maior integração e convergência de equipamentos e programas e uma maior interação entre as pessoas, mundo afora. Sonho com o dia que uma nova Matrix social possa ser construídas entre homens e máquinas, mas principalmente entre as pessoas, através delas próprias, e que as máquinas sejam apenas ótimas ferramentas de inclusão tecnológica, pedagógica e social.
Imaginem só mesclar as funcionalidades de recursos como o Google Wave, o Google Earth, o Second Life, o XBox 360 e outros, num ambiente virtual que torne cada vez mais próxima a comunicação entre os seres humanos, possibilitando a difusão de ideias e o compartilhamento não apenas de arquivos, mas de ideais.
Quem sabe um dia a nossa Matrix civilizatória possibilite uma onda (como aquela que se faz nos estádios de futebol, a "Ola"...) de solidariedade, pelo mundo real, a partir do mundo digital; uma corrente do bem, através das redes sociais.

Abaixo, link para essa onda:

Google Wave

Observação: postagem origialmete feita para meu outro blog educacional, chamado Educa Tube, que divulga vídeos e recuros educacionais de e para educadores.

 
 

Things you can do from here:

 
 

Série Tecnologias digitais no Salto para o Futuro

 
 

Sent to you by Suzana Gutierrez via Google Reader:

 
 

via Blogosfera Marli by noreply@blogger.com (Marli) on 28/11/09

Novamente a TV Escola lança uma série sobre tecnologias digitais na educação, no Programa Salto para o Futuro , que inicia nesse dia 30 de novembro e se estende até 04 de dezembro. A consultora da série é a competente Mary Grace Martins e tem também a participação de outros amigos que são fera no assunto. Com satisfação, vejo que participa também Gilda Helena Bernardino de Campos que coordena o curso de Especialização Tecnologias em Educação, da PUC Rio, que cursei em 2006/2007 . Outra série que a TV Escola produziu sobre tecnologias foi em 2005, quando eu também tive o prazer de participar mostrando as primeiras experiências com blogs educativos, quando tudo ainda era novidade . Fica passando um filme na cabeça e vejo quantas novidades e mudanças aconteceram de lá para cá e o potencial que a tecnologia tem para quebrar paradigmas e aproximar pessoas através da colaboração. Tomara que em breve essas possibilidades sejam mostradas também na televisão aberta. É uma pena que muitos colégios possuam o sinal de TV Escola e ela seja ainda muito pouco aproveitada como recurso na formação do professor e do aluno. Recomendo que assistam.


 
 

Things you can do from here:

 
 

quarta-feira, dezembro 02, 2009

Brasil cria projetor multimidia com PC para escolas

 
 

Sent to you by Suzana Gutierrez via Google Reader:

 
 


projetor_edu_intro_top_small

Durante a primeira edição do Intel Connecting ,que ocorreu ontem aqui em Sampa, a empresa montou um pequeno showcase com diversos exemplos de produtos pensados literalmente fora da caixa (do desktop). Para mim, um dos mais interessantes foi o Projetor ProInfo — um projetor multimídia especialmente voltado para uso em escolas públicas e o mais legal: ele já vem com computador integrado e foi totalmente desenvolvido no Brasil (uia!)

O projetor nasceu dentro do MEC/SEED (alguns dizem da própria cabeça do ministro) que teve a idéia de criar um projetor multimídia para uso em salas escolares que fosse de uso simples, prático e acessível (não custar mais do que R$ 2 mil por unidade) e que dispensasse o uso de computador.

Esse conceito foi patenteado pelo governo e a proposta foi levada para o pessoal do Centro de Convergência Digital (CCD) da Fundação Certi da UFSC, que desenvolveu diversos protótipos até chegar na versão abaixo:

projetor_edu_intro_small

Trata-se de um projetor LCD de 2.000 ANSI lumens já equipado com teclado,  leitor de CD/DVD,  duas portas USB e um mini-mouse que fica guardado dentro de um curioso compartimento dentro do próprio aparelho. Segundo Marcelo Otte, gerente do CCD, optou-se pelo uso da tecnologia LCD porque ela é mais adequada para projetar grandes imagens de boa qualidade mesmo em ambientes bem iluminados, o que ainda não é possível de fazer com a tecnologia LED teoricamente mais compacta e durável.

projetor_edu_intro_paine_smalll

A beleza desse projeto está nos pequenos detalhes. Por exemplo: ele foi feito para ser montado até sobre uma carteira direcionada para a lousa o mesmo para uma parede branca. O professor pode ficar ao lado do aparelho, permitindo assim que ele possa ficar de olho tanto na tela quanto na classe. Tanto a tomada quanto a porta de rede ficam na frente do projetor -  já que a tomada fica normalmente posicionada na frente da classe. Note que o exaustor de ar também fica na frente, impedindo assim que algum aluno sentado atrás do equipamento fique quentinho.

projetor_edu_frente_small

Caso a escola não conte com porta de rede na sala de aula, o projetor dispõe de uma inteface Wi-Fi com anteninha dobrável e tudo:

projetor_edu_wifi

O que parecem ser dois bocais de foguete são na realidade, dois alto-falantes estéreo de 5 watts RMS por canal — potência notável se levarmos em consideração que os falantes de projetores de mercado mal ultrapassam 1 watt por canal. Eles são montados na parte de trás (em direção da classe) e que também podem ser usados pelo  professor como amplificador de áudio para professores darem aulas sem forçar a voz, ou mesmo usado em atividades extracurriculares como reuniões no pátio ou animar a festa da escola. Note o controle de volume localizado na parte de fora do aparelho, o que facilita  o seu uso.

projetor_edu_falantes_small

Uma das grandes sacadas desse produto é que ela utiliza uma placa-mãe genérica de mercado — uma  Intel D945GCLF2 mini-ITX — que começou a ser produzindo recentemente por aqui pela Digitron. Trata-se de uma solução do tipo tudo-em-um já equipada como um processador dual core Atom 33o de 1,6 GHz e 1 GB de RAM, porta de rede Gigabit Ethernet e conexão Wi-Fi, provavelmente  instalada na sua porta PCI.

intel_D945GCLF2

Seguindo a política do governo, o sistema operacional usado no projetor ProInfo é uma versão do Ubuntu especialmente modificada pelo pessoal do CCD a máxima facilidade de uso. Por exemplo, o professor pode plugar um memory key com uma apresentação ou inserir uma mídia em CD/DVD no aparelho, ligá-lo e o sistema identifica a presença do conteúdo e bota pra tocá-lo. Se o projetor tiver uma conexão com a Internet é possível acessar conteúdo remoto ou mesmo navegar pela web. O sistema também conta com um programa que monitora as condições do equipamento e seu uso, enviando essas informações para uma central de controle.

Como esse produto foi patenteado pelo MEC, a idéia é que seu projeto possa ser cedido para qualquer empresa interessada em fabricá-lo em escala industrial para uso educacional. Segundo o pessoal do CCD, esse produto já foi apresentado para diversos fabricantes locais e internacionais, já que a intenção do ministério é de abrir uma grande licitação pública em 2010 para a compra desse projetor para ser distribuído nas escolas públicas.

Já existem 400 protótipos em testes em diversas escolas de todo País que estão sendo monitorados remotamente pelo CCD via Internet.


 
 

Things you can do from here:

 
 

Mobilização na Espanha contra o AI-5 Global

Vamos Blogar com liberdade !

 
 

Sent to you by Suzana Gutierrez via Google Reader:

 
 

via Trezentos » Rodrigo Savazoni by Rodrigo Savazoni on 02/12/09

A aliança do atraso atua também na Espanha para tentar barrar as mudanças que as redes interconectadas produzem na vida contemporânea.

Por lá, diferentemente de em outros países da velha Europa (alguém ainda acredita nesse continente?), eles estão sendo mais sutis. Traficaram para dentro de um anteprojeto de Lei de Economia Sustentável artigos que afetam a liberdade de expressão e cerceiam o acesso à informação e a cultura.

Por conta disso, jornalistas, blogueiros, usuários, artistas, ativistas e profissionais de mídias sociais se uniram e lançaram um manifesto.

No sétimo parágrafo do manifesto, afirmam: "Internet deve funcionar de forma livre e sem interferências políticas supervisionadas por setores que pretendem perpetuar obsoletos modelos de negócio e impossibilitar que o saber humano siga sendo livre". É isso aí.

No meu twitter (@rodrigosavazoni), repassei alguns nomes que podem ser acompanhados, no sentido de nos solidarizarmos com a luta de nuestros hermanos espanhóis, em particular liderados pelos catalães, da bela Barcelona, berço do anarquismo, do internacionalismo e da resistência à ditadura, desde Franco. Sigam: @candeira, @jldevicente, @copondorado.

Leia O Manifesto em Defesa dos Direitos Fundamentais da Internet (em espanhol)

Manifiesto en defensa de los derechos fundamentales en Internet

Ante la inclusión en el Anteproyecto de Ley de Economía sostenible de modificaciones legislativas que afectan al libre ejercicio de las libertades de expresión, información y el derecho de acceso a la cultura a través de Internet, los periodistas, bloggers, usuarios, profesionales y creadores de internet manifestamos nuestra firme oposición al proyecto, y declaramos que…

1.- Los derechos de autor no pueden situarse por encima de los derechos fundamentales de los ciudadanos, como el derecho a la privacidad, a la seguridad, a la presunción de inocencia, a la tutela judicial efectiva y a la libertad de expresión.

2.- La suspensión de derechos fundamentales es y debe seguir siendo competencia exclusiva del poder judicial. Ni un cierre sin sentencia. Este anteproyecto, en contra de lo establecido en el artículo 20.5 de la Constitución, pone en manos de un órgano no judicial -un organismo dependiente del ministerio de Cultura-, la potestad de impedir a los ciudadanos españoles el acceso a cualquier página web.

3.- La nueva legislación creará inseguridad jurídica en todo el sector tecnológico español, perjudicando uno de los pocos campos de desarrollo y futuro de nuestra economía, entorpeciendo la creación de empresas, introduciendo trabas a la libre competencia y ralentizando su proyección internacional.

4.- La nueva legislación propuesta amenaza a los nuevos creadores y entorpece la creación cultural. Con Internet y los sucesivos avances tecnológicos se ha democratizado extraordinariamente la creación y emisión de contenidos de todo tipo, que ya no provienen prevalentemente de las industrias culturales tradicionales, sino de multitud de fuentes diferentes.

5.- Los autores, como todos los trabajadores, tienen derecho a vivir de su trabajo con nuevas ideas creativas, modelos de negocio y actividades asociadas a sus creaciones. Intentar sostener con cambios legislativos a una industria obsoleta que no sabe adaptarse a este nuevo entorno no es ni justo ni realista. Si su modelo de negocio se basaba en el control de las copias de las obras y en Internet no es posible sin vulnerar derechos fundamentales, deberían buscar otro modelo.

6.- Consideramos que las industrias culturales necesitan para sobrevivir alternativas modernas, eficaces, creíbles y asequibles y que se adecuen a los nuevos usos sociales, en lugar de limitaciones tan desproporcionadas como ineficaces para el fin que dicen perseguir.

7.- Internet debe funcionar de forma libre y sin interferencias políticas auspiciadas por sectores que pretenden perpetuar obsoletos modelos de negocio e imposibilitar que el saber humano siga siendo libre.

8.- Exigimos que el Gobierno garantice por ley la neutralidad de la Red en España ante cualquier presión que pueda producirse, como marco para el desarrollo de una economía sostenible y realista de cara al futuro.

9.- Proponemos una verdadera reforma del derecho de propiedad intelectual orientada a su fin: devolver a la sociedad el conocimiento, promover el dominio público y limitar los abusos de las entidades gestoras.

10.- En democracia las leyes y sus modificaciones deben aprobarse tras el oportuno debate público y habiendo consultado previamente a todas las partes implicadas. No es de recibo que se realicen cambios legislativos que afectan a derechos fundamentales en una ley no orgánica y que versa sobre otra materia.

Nota: este manifiesto es obra de varios autores, y propiedad del común. Cópialo, publícalo, pásalo según desees.


 
 

Things you can do from here:

 
 

terça-feira, dezembro 01, 2009

teste 2

teste 2 editado novamente depois de compartilhado

segunda-feira, novembro 23, 2009

Como escrever bem e paixões pela escrita

 
 

Sent to you by Suzana Gutierrez via Google Reader:

 
 

via Canastra de contos by Ana Cristina Melo on 22/11/09

Ainda da revista Conhecimento Prático Literatura, edição 26, uma ótima cobertura na seção Almanaque.

Transcrevo abaixo.

* Como escrever bem, segundo Kurt Vonnegut

1. Ache um tema que te importe
2. Mas não fique fazendo muitas digressões.
3. Mantenha tudo simples.
4. Tenha coragem de cortar seu texto.
5. Seja você mesmo.
6. Diga o que você quer dizer.
7. Tenha dó dos leitores.

* Regras de Orwell para Escritores

1. Se for possível cortar uma palavra, corte-a;
2. Nunca use uma palavra longa se você puder usar uma curta;
3. Nunca use um verbo passivo quando você puder usar um ativo;
4. Evite palavras técnicas e estrangeiras;
5. Nunca use uma metáfora que você já tenha visto impressa;
6. Quebre qualquer uma dessas regras para evitar algo simplório.

PREDESTINAÇÃO

Em sua autobiografia, Viver para contar, Gabriel García Márquez conta que inventava histórias desde criança. Tendo vivido na mística casa de seus avós maternos, não foi difícil para o pequeno Gabo iniciar a criação de um universo fantástico, que mais tarde cumularia no mundo etéreo pelo qual seus personagens transitam. Na escola, Gabriel admite ter sido sempre uma tragédia, sempre lendo debaixo dos bancos ao invés de prestar atenção à aula. O escritor conta que tem pena de seus revisores, que sofrem com seus erros primários de ortografia.

Na juventude, seus pais juntam as parcas economias da família e mandam Gabriel para estudar Direito em Bogotá. Mas a predestinação do rapaz para com as letras não arrefece e ele começou a a contribuir em periódicos e a frequentar a alta roda cultural colombiana. Em pouco tempo, a literatura o absorve completamente e ele opta por deixar o Direito, indo de encontro a todas as esperanças da família e ainda que isso implique em fome, necessidade e em dormir em bancos de praça.

ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA

Jorge Luis Borges sempre socializou mais entre livros que entre pessoas. Ele repetidamente afirmava nunca ter saído da biblioteca paterna, na qual passou a infância, tendo por brinquedos as letras. Mas a cegueira esgueirava-se feito um tigre atocaiado, tirando-lhe suas fiéis companheiras de tinta. Jamais deixou de ler ou escrever, por mais que essas palavras já não mais pudessem ser aplicadas: compunha o máximo possível por detrás dos olhos e só então ditava o texto a ser escrito, para a mãe ou uma secretária. Também confiava nos olhos de outros para continuar com sua vasta leitura, que emprestava vozes femininas a Chestertons, Kafkas e Heines. Lia e escrevia como podia. Muitas vezes, como não podia, autografando cópias de seus livros apenas com a lembrança de como eram os traços. Mas nunca deixou de lado sua primeira paixão. Certa vez disse, em inglês, numa conferência: "Como sabem, eu me aventurei na escrita; mas acho que o que li é muito mais importante que o que escrevi. Pois a pessoa lê o que gosta - porém não escreve o que gostaria de escrever, e sim o que é capaz de escrever."

 
 

Things you can do from here:

 
 

Blogs na educação

 
 

Sent to you by Suzana Gutierrez via Google Reader:

 
 

via Boteco Escola by jarbas on 20/11/09


Faz algum tempo que dei uma entrevista para a jornalista que cuidava da divulgação de um evento sobre tecnologia educacional. Infelizmente nada do que escrevi em resposta às perguntas que a moça me fez por escrito foi aproveitado. Eu não disse nada que pudesse dar manchete ou alimentar chamadas na direção das expectativas populares quanto a novas tecnologias. Essa é uma das dificuldades de conversa com quem só pensa em notícia, em vez de valorizar informação.

Numa das respostas, exemplifiquei meu modo de pensar com um longo comentário sobre uso de blogs em educação. Minha fala repete algumas coisas que já disse aqui no Boteco. Mas, há nela alguns aspectos novos. Para que minha proposta de conversa não se perca, e para obter feeback de alguns leitores que queiram prosear, aqui vai o que disse na ocasião:

[...]Pelo que escrevi até agora, a primeira pergunta não deveria ser uma indagação sobre imaginação pedagógica. Essa não é a questão central em usos das novas tecnologias da informação e comunicação em educação. O que está em jogo é uma compreensão do que é tecnologia educacional. Em conversas com meus alunos, tenho insistido numa definição enganosamente simples, a fórmula TC=F+I. Ou seja, Tecnologia Educacional (TC) é o resultado de uma fusão das ferramentas (F) com a imaginação (I). Simples uso de ferramentas não é tecnologia educacional. Em outras palavras, tecnologia educacional é conhecimento, não máquinas e equipamentos.

Temo que essa crítica ao deslumbramento satisfeito, que acha que materiais bem arrumados na Web, atividades de educação à distância, softwares de multimídia etc. são avanço tecnológico significativo, seja ignorada.  Ela não é óbvia, evidente. A convicção generalizada é a de que simples usos dos equipamentos é tecnologia. A imaginação é uma insigne ausente no caso.

Deixe-me apresentar um pequeno exemplo. Num trabalho de uso de blogs em educação, percebi que muitas pessoas simplesmente transcrevem textos didáticos para os posts. O resultado é uma obra sem agilidade, sem atração, sem a marca de conversação que caracteriza os weblogs.

Blogs são sobretudo espaços de encontro para a negociação de significados. Para que tal característica exista, é preciso que os textos possuam certas virtudes literárias. Mas não é só isso. Blogs são instrumentos numa rede de informação e comunicação. Por isso os textos precisam ser escritos com hiperlinks que bem aproveitem as informações disponíveis na Web. Mas isso não pode ser feito apenas "tecnicamente". Usar hiperlinks é atividade que supõe construção de textos com possibilidades de leituras em camadas. Por isso é preciso produzir textos que dêem ao leitor possibilidades de explorar o ambiente informativo da Web (tal circunstância muda muito como escrever; produzir textos para serem colocados numa tela e, além disso, ligados a muitos outros textos ao alcance de uma clicada muda muito (ou deveria) o ato de escrever).

Exige-se aqui um discurso diferente daquele produzido em papel. E mais, o autor precisa construir um texto integrado com possíveis imagens. Outra coisa, comunicações em blogs são convites para uma conversa; o autor, portanto, precisa pensar em iniciar algo que terá desdobramentos nos comentários feitos por outros. Os comentários, no geral difíceis de prever quanto a conteúdo, ênfases, estilos etc, farão parte de uma obra que sempre poderá ser revista, alterada, enriquecida pelo autor e pelos leitores. As ferramentas disponíveis possibilitam todas as coisas que mencionei aqui, mas concretizá-las depende de talento do autor ou autores.

Acrescento mais algumas considerações sobre os blogs. Aparentemente essa ferramenta é um local onde autores podem publicar textos na forma de diários. Por isso, muitos educadores vêem os blogs como um bom instrumento para desenvolver capacidades de redação. Mas a idéia é muito limitada.

Blogs são sobretudo um ponto de encontro, um espaço público de conversação. Assim, a melhor metáfora para os blogs não são os diários. É mais adequado pensar os blogs como locais onde as pessoas podem dizer a própria palavra. Eles, assim, podem ser comparados com a praça pública ("a praça é do povo") ou com a velha ágora grega, o local público onde os cidadãos se encontravam para exercer a democracia direta por meio da palavra e do voto. Outra possibilidade: os blogs se assemelham aos velhos cafés parisienses do século XIX, espaços públicos importantes onde a conversa era livre. Indo mais longe: blogs são como botecos, onde a conversa corre solta e onde qualquer assunto é bem vindo. A escrita, posts e comentários, os links, as imagens são apenas aparências que encobrem a realidade mais profunda dos blogs, um espaço virtual de encontros humanos.

Todas essas idéias sobre os blogs são frutos de criações que foram se desenvolvendo no tempo. Hoje, educadores que queiram utilizar blogs em seu ofício precisam saber que a ferramenta gerou um modo de comunicação inicialmente inesperado. As aparências enganam…


 
 

Things you can do from here:

 
 

Blogar pra que?

via GR

 
 

Sent to you by Suzana Gutierrez via Google Reader:

 
 

via Boteco Escola by jarbas on 19/11/09


Quando proponho trabalho com blogs para meus alunos, uma pergunta sempre aparece: blogar pra que? A resposta não é simples. A resposta, no caso, precisa fornecer argumentos que mostrem vantagens e usos muito mais consistentes que entusiasmos com a ferramenta.

A questão foi abordada num dos blogs que este Boteco relaciona como referência, o ambiente da Lilia Efimova. Num de seus posts, a autora faz um apanhado que vou traduzir livremente e adaptar para conhecimento dos fregueses desta casa. Aqui está minha versão de escrito no qual Lilia mostra vantagens do blogar para gente que anda investigando um assunto qualquer e pretende compartilhar suas descobertas com uma comunidade de interesse.

O texto tem mais outros molhos interessantes. Mas, não vou comentá-los. Convido o amável leitor a dar uma olhada nas opiniões da Lilia, um tanto quando modificadas por minha tradução e adaptação.

Uma das coisas que assusta pessoas que não blogam é o tempo. Num mundo com tantos compromissos, blogar parece ser mais um deles. E é certo, é preciso tempo para:

  • Familiarizar-se com as ferramentas.
  • Construir uma rede.
  • Estabelecer relações com outros conversantes.
  • Ganhar credibilidade.
  • Encontrar e acompanhar fontes confiáveis.

Essa lista aplica-se a muitas outras dimensões da vida profissional. Entrar numa rede de conversação, com ou sem Internet, é atividade exigente. O mundo não nos procurará se não formos ativos. E blogar é uma versão de atividades necessárias se quisermos ter voz em comunidades de interesse que nos interessam. Não é uma atividade adicional, mas uma solução de integração profissional num ambiente de informação sem barreiras geográficas. Ainda não relacionei razões do pra que blogar. É hora de fazer isso, seguindo os caminhos sugeridos por Lilia;

Uso de blogs tem a ver com;

  • Consciência profissional
  • A leitura de blogs, em vez de leitura de listas e emprego de ferramentas de busca, pode proporcionar atualização em áreas de interesse.
  • Isso pode economizar tempo sempre que encontramos algo que já está pronto ou em processo.
  • Isso nos coloca num grupo de pesquisa – muitas vezes saberemos a quem recorrer para informação específica ou conselho.
  • A leitura de blogs é um modo barato de estabelecer contato com outros (desde que sejam blogueiros).
  • A publicação de blog expõe nosso trabalho e conhecimento, circunstância que facilitará o estabelecimento de contatos.
  • Os papos que rolam em blogs nos permitem obter respostas rápidas sem sermos demasiadamente entrões.
  • A prosa que acontece no pedaço gera desenvolvimento de idéias numa comunidade (na verdade em muitas comunidades).
  • Com alguma imaginação, publicações em blogs nos permitem recolher, interpretar e apresentar dados pois:
    • Ler outros blogs e ser um blogueiro nos ajudam a instrumentar a busca de dados.
    • Blogar é um bom meio para obter feedback sobre modos de apresentação de dados de pesquisa.
  • O blog pode funcionar como um caderno de pesquisa, onde:
    • Se registram notas de leitura, de pesquisa, de progresso da pesquisa, idéias, publicações.
    • São organizadas notas sobre temas para recuperação posterior e que podem apoiar o pensamento.
  • A ferramenta pode ajudar na escrita:
    • Permitindo notas preliminares [ space to start writing ] que auxiliam a começar pequeno tendo em vista textos parrudos (papers ou teses de doutorado)
    • Fornecendo espaço para começar mais cedo (or urgent )  e obter feedback sobre o texto.
  • O blog pode fornecer apoio emocional [emotional support] em aventuras investigativas
  • Trabalhos de pesquisa relacionados com o que fazemos.
  • Enredamento (um termo para sintetizar o "estar numa rede mundial de informações e interesses comuns").
  • Conversações

  • Pesquisa

  •  
     

    Things you can do from here:

     
     

    100 Great Google Docs Tips for Students & Educators | AccreditedOnlineColleg...

     
     

    Sent to you by Suzana Gutierrez via Google Reader:

     
     


    For students and teachers, the Google Docs collection provides a streamlined, collaborative solution to writing papers, organizing presentations and putting together spreadsheets and reports. But besides the basic features, there are lots of little tricks and hacks you can use to make your Google Docs experience even more productive. Here are 100 great tips for using the documents, presentations and spreadsheets in Google Docs.

     
     

    Things you can do from here:

     
     

    Habilitando o Ctrl-alt-backspace para reiniciar ambiente gráfico no ubuntu 9.10

     
     

    Sent to you by Suzana Gutierrez via Google Reader:

     
     

     
     

    Things you can do from here:

     
     

    sexta-feira, novembro 06, 2009

    Fórum discute saúde do professor

    via Fátima Campilho

     
     

    Sent to you by Suzana Gutierrez via Google Reader:

     
     

    via Blogosfera Marli by noreply@blogger.com (Marli) on 03/11/09

    Recado da Carmem Prata do MEC:

    Pessoal, há um novo fórum no Portal, categoria "Saúde" - CAMINHOS PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE FÍSICA E MENTAL DO PROFESSOR e está sendo coordenado pelo Dr.Ricardo Teixeira, neurologista.

    "Oi professor! Este fórum propõe uma discussão sobre a saúde do educador. Seu trabalho deveria ser um meio facilitador para uma boa qualidade de vida e não um concorrente de uma vida saudável. As deficiências nas condições de trabalho do professor são um grande desafio ao seu equilíbrio emocional e podem levar a diferentes graus de esgotamento mental e perda da motivação e do entusiasmo com o trabalho. E onde existe um estilo de vida profissional que pode levar a um desequilíbrio psíquico costuma existir também condições que não fazem bem à saúde física, em um ciclo vicioso que frequentemente envolve alimentação não saudável, sedentarismo, tabagismo e abuso de substâncias como o álcool. Vamos discutir neste fórum atitudes capazes de promover a sua saúde com forte enfoque em ações preventivas. Sempre estarei alimentando as discussões com as mais recentes pesquisas científicas sobre esse assunto tão importante e a sua opinião e a troca de experiências neste espaço são fundamentais. "

    Acesse aqui!

     
     

    Things you can do from here:

     
     

    Natal na Biblioteca Nacional

    via Fátima Campilho

     
     

    Sent to you by Suzana Gutierrez via Google Reader:

     
     

    via Capa Dura em Cingapura by Mariana Massarani on 06/11/09


    De 24 a 26 de Novembro.

     
     

    Things you can do from here:

     
     

    Jogando também se aprende

     
     

    Sent to you by Suzana Gutierrez via Google Reader:

     
     

    via Clube do Explorador Mirim by Museu da Vida on 23/10/09

    Já tem passeio para o final de semana? Aí vai uma sugestão!

    Um video game enorme (são 270m²!) projetado no chão, onde mais de 40 pessoas podem jogar juntas e, de quebra, aprender sobre saúde e controle de epidemias. Gostou da idéia? É só passar no Centro Cultural da Ação da Cidadania, no Rio de Janeiro, e conferir.



    O jogo faz parte da exposição francesa 'Epidemik', que viajou de Paris para cá e fica em cartaz no Rio até 24 de novembro.

    No tabuleiro, os jogadores precisam se unir para enfrentar situações complicadas como um ataque terrorista em Nova Iorque, epidemias de malária e Aids na África e na Ásia e até um surto de dengue no Rio de Janeiro!

    Ao entrar no tabuleiro, cada jogador recebe uma espécie de aura virtual que conta vários tipos de pontos arrecadados ao longo do jogo, como estado de saúde e dinheiro para comprar medicamentos.



    As instruções são dadas por uma tela gigante que fica na frente do tabuleiro. Os jogadores recebem informações sobre como prevenir que cada doença se alastre (por exemplo, usando inseticidas para eliminar o mosquito da dengue).

    Dois detalhes legais: o jogo é acessível a cadeirantes e a exposição é gratuita. Diversão garantida pra todo mundo!

    O Centro Cultural da Ação da Cidadania fica na Avenida Barão de Tefé, 75 (entrada pela rua Coelho E. Castro), Bairro da Saúde, Rio de Janeiro - RJ. A exposição fica aberta de terça a domingo, das 8:30h às 19:30h.

    Trazer a Epidemik para o Brasil é uma iniciativa da Sanofi-Aventis e da Fundação Oswaldo Cruz. Depois do Rio, a exposição vai também para São Paulo, em 2010.

     
     

    Things you can do from here:

     
     

    quinta-feira, novembro 05, 2009

    Suzana Gutierrez wants to share "Testes de velocidade de navegadores - Lifehacker"

    Bookmark: http://lifehacker.com/5395555/browser-speed-tests-the-windows-7-results
    Suzana Gutierrez's notes: Firefox 3.6 Beta 1, like every other browser, makes a claim to being "faster." We took Firefox and all the other latest browsers, put them on Windows 7, and ran them through our human-measured speed tests to vet the bragging.

    We've done a good number of these tests now, and the methodology remains much the same here—testing how long it takes for browsers to start up and load pages, and how much memory is eaten up, from a user's perspective. We don't use a fancy multi-protocol benchmarking suite, mostly because each suite is subjective to a developers' preferences and recording errors.

    You can find more of Suzana Gutierrez's bookmarks at
    - http://delicious.com/suzzinha

    ---------------------------------
    Delivered by Delicious.com
    The tastiest bookmarks on the web